Governo do Brasil apresenta novo modelo de crédito imobiliário e amplia acesso da classe média à casa própria

10 de dez de 2025

Reforma moderniza regras do sistema de poupança e empréstimo, eleva o limite de financiamento para R$ 2,25 milhões e promete impulsionar a construção civil.

Em cerimônia realizada no dia 10/10, em São Paulo, o Governo do Brasil divulgou um novo modelo de crédito imobiliário com o objetivo de ampliar a oferta e facilitar o acesso ao financiamento habitacional. A iniciativa atualiza as regras de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e reformula a lógica das operações atuais.

A mudança deve beneficiar especialmente contratos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), principal porta de entrada da classe média para aquisição da casa própria. A expectativa é que o setor da construção civil seja diretamente estimulado, com mais investimentos e geração de empregos.

Durante o anúncio, o presidente Lula destacou a importância de políticas que ampliem oportunidades: “Quando o governo escuta e age, as coisas andam. Precisamos continuar promovendo inclusão social para que mais brasileiros possam avançar e construir uma sociedade com mais classe média”, afirmou.

 

O que muda

Atualmente, os bancos são obrigados a direcionar 65% dos depósitos da poupança para crédito imobiliário, enquanto 20% são recolhidos pelo Banco Central e 15% têm uso livre. Esse formato, porém, limita a expansão do crédito em cenários de baixa na poupança — situação vivenciada hoje.

Com a reforma, o governo prevê uma transição gradual para permitir que 100% dos recursos da poupança possam ser aplicados em crédito imobiliário, destravando o volume de financiamentos. Quanto maior o saldo da poupança, maior será a oferta de crédito.

Outra mudança relevante é o aumento do valor máximo de imóveis financiados pelo SFH, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Na prática, desde que cumpram as novas exigências de direcionamento, os bancos poderão utilizar parte desses recursos em operações mais rentáveis por um período determinado. Para isso, 80% dos financiamentos deverão seguir as regras do SFH, com juros limitados a 12% ao ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou que o novo formato foi desenvolvido com foco em segurança e sustentabilidade: “O Banco Central apresentou uma proposta que reorganiza os mecanismos da poupança e direciona o recurso mais barato da economia para a produção da construção civil”, explicou.

 

Crédito para reformas

Em edição extra do Diário Oficial da União no dia 09/10/2025, o governo também lançou uma linha de crédito para reformas residenciais voltada a famílias de baixa renda. A ação integra o Minha Casa, Minha Vida, dentro do Novo PAC, e oferece financiamentos entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, com juros reduzidos e prazos de 24 a 60 meses.

Poderão solicitar o crédito famílias com renda bruta mensal de até R$ 9.600. O programa será dividido em duas faixas:

Faixa Melhoria 1: renda até R$ 3.200 — juros de 1,17% ao mês

Faixa Melhoria 2: renda entre R$ 3.200,01 e R$ 9.600 — juros de 1,95% ao mês 

A proposta busca garantir moradias mais adequadas, promovendo melhorias em salubridade, acessibilidade, segurança, conforto e sustentabilidade.

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, destacou o impacto das medidas: “Estamos modernizando o sistema brasileiro de poupança e empréstimo. Isso significa mais moradias e mais empregos para a população”, afirmou.

 

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