Mercado imobiliário bate recorde de lançamentos no 1º semestre de 2025

15 de set de 2025

O mercado imobiliário brasileiro registrou, entre janeiro e junho de 2025, o maior volume de lançamentos já contabilizado pela série histórica da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), iniciada em 2006. Foram 186.547 novas unidades no período — um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo semestre de 2024.

As vendas também avançaram, embora em ritmo mais moderado, somando 206.903 imóveis comercializados, alta de 9,6% na mesma base de comparação. O VGV (Valor Geral de Vendas) atingiu R$ 123 bilhões, resultado 19,4% superior ao do ano passado.

Por outro lado, a oferta de imóveis novos recuou 4,1% em 12 meses, totalizando 290.086 unidades em junho — o menor patamar da série. De acordo com a CBIC, se não houver novos lançamentos, o estoque atual seria suficiente para apenas oito meses de vendas

 

Desaceleração no 2º trimestre
Apesar do bom desempenho no semestre, os números do 2º trimestre revelam um freio no ritmo de expansão. Foram lançadas 93.319 unidades, queda de 6,8% em relação a 2024. As vendas, por sua vez, cresceram 2,6%, totalizando 102.896 imóveis e movimentando aproximadamente R$ 63 bilhões.

Na comparação com o 1º trimestre de 2025, os resultados mostram estabilidade: avanço de apenas 0,1% nos lançamentos e leve retração de 1,1% nas vendas.

 

Minha Casa, Minha Vida em destaque
O programa habitacional federal teve um papel de destaque nas vendas, que saltaram 25,8% no semestre, alcançando 95.483 unidades. Já a participação do Minha Casa, Minha Vida nos lançamentos apresentou recuo: de 53% no 1º trimestre para 47% no 2º.

 

Expectativas para o 2º semestre
Para o presidente da CBIC, Renato Correia, a tendência é de recuperação nos próximos meses, apoiada pelo uso de recursos do FGTS e pela expectativa de uma eventual queda dos juros básicos.

“Estamos em um cenário em que a taxa de juros ainda não recuou, o que limita algumas operações no setor. Além disso, fatores da economia internacional também influenciam o apetite de investidores”, afirmou.

O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, reforça que o setor começa a mostrar sinais de esgotamento dentro das condições atuais de crédito.

“O mercado vinha aquecido, mas já percebemos uma estabilização. Em 2024 houve ajustes importantes que impulsionaram o crescimento, porém, chega um momento em que esses efeitos se diluem”, destacou.

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